Macy Gray grava com Justin Timberlake e Will.I.Am
  
 
O próximo álbum de Macy Gray vai ter uma série de participações especiais. A cantora americana convocou Justin Timberlake e Will.I.Am, do Black Eyed Peas, para produzir o trabalho.

O CD está em fase de mixagem e deve ser lançado no fim do ano. Outros nomes que colaboraram no disco são Natalie Cole e os membros do Outkast. Segundo Gray, o álbum vai ter "hip hop, rock and roll, rhythm & blues e até folk music".

A Revolta dos Humildes



1. PretOGeniO - Intro A Revolta dos Humildes feat. Fex
2. L.A.D.O. B - Você qué som?
3. Danny-C & Eazy Kao$ - Você não pode nos mudar
4. Toroká - Sobrevivendo ao Jogo
5. Dyscreto - Amor e Guerra
6. Sooblime - É Tipo Assim
7. Justa Revolução - Linha de fogo feat. SW Thug
8. Filosofia de Rua - Enquanto a morte não vem
9. Transfusão - Oclassicotormento
10. Convicção Implacável - Mach dich Bereit (se prepare) feat. Rhimestyle
11. LadO Ot$opO - Medo de Viver feat. Fex
12. Érick 12 - Coração Nacional feat. Marrom & DBS
13. R.A.M.I.N - Aonde... pra onde?
14. P. Rima - Celebrar feat. Leilah Moreno
15. Lú - A Paz é o que eu desejo
16. Relatos da Invasão - Ritimo Bandido feat. Buli & Dal
17. Brit Connection - Tipsy [Remix] feat. Cabal
18. Alex $treet - O preço de ser o número 1
19. Mc´ Dogmílson - Marginalidade Sexual feat. Cyber & Ana Lady
20. 51/50 - Recompensa
21. Banca 121 - De frente para o verso
22. F.A.R - Morto como Jesus
Bonus Track: Demasia - Calma Calma

Chegou a tão esperada mixtape da S.L.U.P.M.I. *C*T*- A Revolta dos Humildes, pode baixar qui u baratu ta loko.....varios sons da hora....PARABENS pelo trabalho realizado nessa mix

 

http://rapidshare.de/files/16118155/SLUPMI_CT_Mix_Tape_Vol._I.rar.html

Para saber mais sobre esse novo projeto da 3 Kings acesse.. SLUPMI

Marcelo D2 teve visto negado e turnê cancelada nos Estados Unidos

O cantor Marcelo D2, que se apresentaria nesta quarta-feira em uma casa noturna em Nova York, Estados Unidos, teve seu visto negado por motivos burocráticos. De acordo com a produtora da banda do vocalista, Elisa Palha, o visto de trabalho que depende da autorização do contratante não foi emitido a tempo.

Marcelo se apresentaria ainda no dia 24 em Boston e no dia 26 em Miami. As datas já estão sendo remarcadas para o meio do ano. Elisa informou que a idéia é intercalar a turnê dos Estados Unidos com a da Europa, que inicia no dia 13 de junho em Berlim, no mesmo dia da estréia do primeiro jogo da seleção do Brasil pela Copa do Mundo. O show será próximo ao estádio.

O próximo álbum de Marcelo D2 será lançado na primeira semana de maio com produção de Mario Caldato, responsável pelo disco Na Batida Perfeita.

FOnte: Rapevolusom

 Apocalipse 16 e Templo Soul em Parceria

Você está convidado a participar no dia 08 de abril de 2006, da grande Festa de Lançamento do CD do Apocalipse 16 e Templo Soul, um álbum feito em parceria entre as duas bandas e que contém somente músicas inéditas. Este novo trabalho contém 17 faixas eletrizantes e bem diversificadas, e explora bem os estilos e influências musicais dos dois grupos. Na faixa “Último Dia” os músicos abordam a questão da idolatria ao dinheiro e da ganância pela riqueza, que vêm resultando em corrupção e mortes em todo o mundo. Já em faixas mais dançantes, como no caso de “Fogo Cai”, “Entra no Clima”, “Todos têm Pressa” e “Te Louvarei”, é impossível ficar parado e não lembrar de agradecer a Deus por podermos nos alegrar em sua presença.
Do rap pesado ao soul, passando pelo samba rock e até mesmo pelo reggaeton, o álbum passeia por várias vertentes da música negra com autoridade e legitimidade. Essa característica se confere graças ao talento de cada um que trabalhou no disco e também aos produtores Pregador Luo e Rogério Sarralheiro, que assinam a produção do álbum.
No dia 08 de abril, estarão presentes também Robson Nascimento fazendo o Show de Abertura e Rodolfo Abrantes (ex-Rodox / Raimundos) falando de seu testemunho e sua conversão.
Será uma noite de muita alegria, paz e louvor a Deus. Será também uma noite de resgate da cultura negra e da verdadeira essência do hip hop. Convide seus amigos, suas amigas e familiares e venha curtir conosco em comunhão.


*Obs : Lembramos que no dia haverá distribuição de brindes, venda de camisetas e de CDs, e que o valor do ingresso é de apenas R$ 7,00. Em breve o site deste projeto estará no ar.

Fonte: RN

Busta Rhymes prepara álbum lotado de estrelas

Constelação de convidados
Constelação de convidados

Está marcado para o final de abril o lançamento norte-americano de "The Big Bang", primeiro trabalho de Busta Rhymes desde 2002. O disco do rapper é um dos mais recheados de convidados ilustres dos últimos tempos: Stevie Wonder, o falecido Rick James, Missy Elliott, Mariah Carey e Eminem contribuem com vocais; Dr. Dre, Neptunes, Timbaland, Scott Storch e Just Blaze assinam a produção das faixas.

Apesar da bolacha ainda não ter chegado às lojas, seu primeiro single, "Touch It", já circula pelas paradas desde o fim do ano passado. O próximo, "This How We Do It Over Here", conta com produção de Dre e participação de Elliott. "Foi especialmente feito para destruir todos os clubes existentes", revela Busta ao site da Rolling Stone.

O lançamento de "Big Bang" não será o primeiro grande acontecimento envolvendo o nome de Busta Rhymes. Recentemente seu guarda-costas Israel Ramirez foi morto durante as filmagens de um clipe. "Tudo o que eu tenho feito é dedicado a Ramirez", diz. Ele pretende ajudar a família de Ramirez, mas até agora tem se recusado a colaborar com a polícia na investigação do crime.

Fonte: Vida Loka

Black Alien no Teatro Odisséia

Gustavo Black Alien, um dos rappers mais originais do Brasil, apresentará, na próxima terça-feira (21/03), músicas do seu disco, “Babylon By Gus Vol. I – O Ano do Macaco”, músicas que ficaram de fora do álbum e músicas novas do próximo disco, no palco do Teatro Odisséia, no Rio de Janeiro.



Poderoso na escrita, na levada e na melodia, Black Alien tornou-se um personagem importante de vanguarda na abertura de novos caminhos para o rap brasileiro.


Com um discurso afiado e direto, caracterizado por sua observaçao atenta do cotidiano carioca, brasileiro e mundial, Alien está aí, despontando com o seu CD “Babylon By Gus”, lançado há dois anos, e com música na novela da Globo, “Bang Bang”, tema da personagem Fernanda Lima.

Com treze anos de carreira, o rapper adquiriu experiência ao lado do Planet Hemp e em diversos outros projetos, entre eles o Reggae B - banda formada por ele e Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso) - na parceria com o rapper Speed e em participações nos discos de Herbert Vianna, Sabotage, Banda Black Rio, Fernanda Abreu, Raimundos e DJ Marcelinho Da Lua.

A Banda Medulla, uma das principais revelaçoes do underground carioca nos últimos tempos, faz um show da turnê “O fim da trégua” e a abertura fica por conta de JL Rapper.

Show Black Alien - Babylon By Gus:

Abertura: Medulla e JL Rapper.
Data: 21/03 (terça-feira).
Horário: 22h.
Local: Teatro Odisséia (Av. Men de Sa, 66 - Lapa - RJ).
Preço: 15 Reais.

fonte: Vida Loka

Médium fala com Tupac na outra vida


Uma médium conhecida no mundo todo, Victoria Bullis, revelou que Tupac foi um importante general branco durante a Guerra Civil Americana (1861-1865).

Bullis, que entrou em contato com Tupac para um artigo para a revista masculina Stuff, disse que o rapper, considerado por muitos na indústria da música como o maior rapper de todos, não só disse que ele havia assassinado o braço-direito do Presidente americano Abraham Lincoln em 1800, mas que ele também sabia quem havia o matado nessa vida.

"Quando você vai para o outro lado você vê tudo o que te aconteceu," ela disse. No entanto, ela se negou a mencionar quem era o assassino e seus motivos.


Pensei que essas noticias só saissem no dia 1 de Abril hahahahaha...

Fonte:SLUPMI - 3kings
Sample não autorizado barra vendas de disco de Notorious B.I.G!



As vendas do lendário álbum 'Ready To Die', álbum de estréia do rapper Notorious B.I.G. (1972-1997) lançado em 1994, foram suspensas nos EUA por causa do uso não autorizado de um sample de uma canção da banda Ohio Players em uma das faixas.
A determinação judicial foi resultado de um dos 477 processos abertos pela editora Bridgeport Music e a gravadora Westbound Records contra várias empresas ou indivíduos que usaram trechos de músicas de uma série de bandas dos anos 70, como Parliament-Funkadelic, The Detroit Emeralds e Ohio Players.
O júri encarregado do caso considerou que a Bad Boy Entertainment e outras companhias comandadas por P. Diddy, bem como a parceira Universal, responsáveis pelo lançamento do disco, bancaram o uso ilegal de trecho de "Singing In The Morning", do Ohio Players, na faixa "Ready to Die", de Notorious. A Bridgeport e Westbound receberão US$ 4 milhões de indenização. Os advogados de Diddy prometem apelar da decisão.

Fonte: MTV/Rapevolusom
MV BIL FALA SOBRE O SEU NOVO LIVRO E SEU NOVO ALBUM

Ae uma materia muito interessante, como pode notar na ultima semana, todos estavam muito aflitos esperando para assisti o documentario "Falcão! Meninos do tráfico", produzido por MV Bill e Celso Athayde.

E passeando pela net vi varias matérias sobre esse documentario, mais este em especial ficou muito bom. Essa materia tirei do blog da Reviravolta Mafia, e que eles tiraram da carta maior....

Leiam e confirmem se realmente não ficou bom... 


Confira entrevista cedida a Nelson Breve do site Carta Maior

RIO DE JANEIRO - ¿Eu trafico para ajudar minha mãe. Eu sei que ela não gosta, mas eu trafico para ajudar ela¿, conta o pequeno Falcão para a câmera que lhe enxerga com humanidade.

Garotos com menos de 15 anos, segurando armas pesadas para vigiar os pontos de tráfico de drogas em favelas de 20 capitais do Brasil. Eles falam da infância miserável, da vida marginal, dos sofrimentos, da discriminação e da guerra que banalizou a morte violenta na sociedade brasileira. Falam com carinho das mães, com revolta dos pais, dos seus sonhos e do futuro, que sabem: será curto. Quase todos estarão mortos dois anos depois. As imagens de seus corpos baleados e da família inconformada também serão mostradas no documentário de 58 minutos que a TV Globo exibirá neste domingo (19) durante o Fantástico.

¿Falcão ¿ Meninos do Tráfico¿ promete ser um soco no estômago de 50 milhões de brasileiros. O trabalho é resultado de uma pesquisa iniciada em 1997 pelo rapper MV Bill e seu produtor, Celso Athayde. Durante seis anos, eles aproveitaram o calendário de shows para percorrer comunidades de todos os cantos do Brasil com uma câmera digital na mão e uma idéia na cabeça: registrar depoimentos e imagens dos garotos que trabalham no tráfico com o olhar de quem busca compreendê-los e não condená-los. São mais de 200 horas de gravação, segundo Athayde.

Desse material, 90 horas foram disponibilizadas para a Globo fazer uma primeira edição.O documentário deveria ter sido exibido em agosto de 2003. A emissora fez uma ampla divulgação, mas, poucos dias antes do programa, MV Bill e Athayde suspenderam misteriosamente a autorização, alegando motivos pessoais. A atitude provocou especulações. Chegaram a desconfiar de que eles tinham sido ameaçados por chefes do tráfico. Também se comentou na época que haveria um interesse comercial da Columbia Pictures nas imagens cedidas à TV Globo.

Dois anos e meio depois, a Globo volta a investir pesado na divulgação. Fala-se em R$ 20 milhões em propaganda nos diversos meios de comunicação de todo país. O objetivo da emissora é uma incógnita, mas o dos produtores é mostrar o outro lado de uma realidade que a sociedade conhece pela metade. ¿O projeto Falcão é uma reflexão sobre segurança pública do ponto de vista de quem nunca falou. Não é para tornar os meninos do tráfico heróis, muito menos vilões. É para torná-los mais humanos e discutir a questão do ponto de vista de quem é vitima e de quem é culpado¿, explica Athayde, um ex-menino de rua, que morou na favela do Sapo, em Camará, e descobriu no movimento hip hop um instrumento de luta contra a discriminação racial e a desigualdade social.

Buscando talentos nas favelas do Rio, ele encontrou MV Bill, um jovem rapper com idéias parecidas com as suas. Os dois pensam que ficar só no discurso e na denúncia não leva a nada. Eles acreditam que o movimento tem que partir para a ação. ¿Hip hop não é um movimento musical, é um movimento de jovens negros de periferia¿, explica Athayde. ¿Nós queríamos mudar a linguagem. Tinha muito discurso e não tinha prática. Podia se transformar em mais um indústria de denúncia e não ter alternativa¿, acrescenta o produtor na conversa que teve com a CARTA MAIOR na última quinta-feira, a caminho da Cidade de Deus para encontrar com MV Bill.

Nessa perspectiva, eles criaram a Central Única das Favelas (CUFA), entidade que organiza um festival anual de hip hop (Prêmio Hutúz), que já foi incluído no calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro. Com apoio de instituições governamentais e não-governamentais, a CUFA está construindo em Madureira um centro cultural e esportivo para formação da identidade dos jovens ligados à cultura hip hop. O investimento inicial é de R$ 4 milhões. Lá, eles pretendem ampliar o trabalho que vem sendo feito há anos com jovens das comunidades do Rio, em atividades como basquete de rua, grafite, música e audiovisual.

Continuação da matéria


Assim surgiu o projeto Falcão, que só recebeu esse nome muito depois, quando eles verificaram que a autodenominação dos garotos que servem como soldados para proteger o tráfico nas favelas tinha se espalhado pelas comunidades de várias regiões do Brasil. MV Bill descobriu também que a realidade que ele conheceu na infância na favela da Cidade de Deus é a mesma não só dos morros do Rio de Janeiro, mas de todas as periferias de Porto Alegre a Manaus. Os garotos estão sendo aliciados pelo tráfico porque não encontram outras perspectivas de uma vida mais estimulante, embora mais curta. ¿Vimos em todas as nossas cidades os meninos encontrando no tráfico de drogas o caminho para sobreviver¿, conta MV Bill.

Além do documentário a ser exibido pelo Fantástico, o projeto Falcão tem outros lançamentos previstos. Na próxima segunda-feira (20), MV Bill e Celso Athayde colocam nas livrarias o livro ¿Falcão ¿ Meninos do Tráfico¿, que conta os bastidores das filmagens misturados com impressões que eles tiveram em outros momentos relacionadas com a discriminação e a desigualdade. A obra já sai como best-seller, assim como o livro anterior, Cabeça de Porco, que também foi inspirado no projeto e foi escrito em parceria com o sociólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública. Já foram impressos 100 mil exemplares, que estão sendo distribuídos pela Editora Objetiva.

Em 18 de maio, MV Bill lança seu terceiro CD, ¿Falcão ¿ O Bagulho é Doido¿. Assim como o disco anterior, Declaração de Guerra, as letras foram todas escritas no período em que os depoimentos dos meninos foram colhidos. Em 12 de outubro, Dia da Criança, a Columbia Pictures faz o lançamento do documentário Falcão ¿ O Sobrevivente, com imagens diferentes das exibidas pela Globo. O filme, com cerca de duas horas de duração será exibido em circuito internacional.

O nome é uma referência ao fato de que dos 17 garotos que seriam o fio condutor do documentário, 16 morreram em um espaço de dois anos. O sobrevivente escapou da sina dos falcões porque está preso. ¿O filme era para falar sobre a vida dos meninos. Acabou falando sobre a morte. Quando soube que o último sobrevivente havia sido preso, agradeci a Deus pela prisão. Era uma forma de garantir a vida dele¿, revela MV Bill nesta entrevista exclusiva à CARTA MAIOR.

CARTA MAIOR - Como surgir a idéia do documentário?
MV BILL - Quando começamos nossa pesquisa, entre 97 e 98, vi muita coisa acontecendo com os jovens. Daí surgiu a letra de Soldado do Morro (do CD Traficando Informação, de 1999). Eu chamei o Celso Athayde para fazer o videoclip e entrevistamos vários garotos. Quando voltamos lá algum tempo depois, 80% dos jovens estavam mortos. Aí eu percebi que a música e o vídeo eram importantes, mas insuficientes para interferir na realidade. Então, começamos a filmar os garotos das comunidades das cidades onde íamos fazer os shows. Fomos identificando jovens que viam na criminalidade uma maneira de vida. A coisa foi acontecendo. Talvez seja a única oportunidade de retratar esses jovens de outra maneira, com outros olhos. Falar com eles e mostrá-los de uma maneira mais humana.

CM - O que mais te impressionou?
MB - Escolhemos 17 jovens como fio condutor do documentário. As falas deles eram muito ricas, sobre os sonhos, a vida, a família, o futuro. Disseram coisas que nunca tiveram oportunidade de dizer para outras câmeras. Percebi que, mesmo a droga, que é a tragédia de tantas vidas, é a sobrevivência de tantas outras. Fomos acompanhando o que acontecia com eles. Dezesseis morreram no espaço de dois anos. As mães deles, na hora mais difícil, ligavam para a gente dizendo ¿meu filho morreu, venham filmar, porque ele acreditava que o trabalho de vocês era importante¿. O filme era para falar sobre a vida dos meninos. Acabou falando sobre a morte. Quando soube que o último sobrevivente havia sido preso, agradeci a Deus pela prisão. Era uma forma de garantir a vida dele.

CM - Sua experiência de infância na favela influenciou na proposta do documentário?
MB - O fato de morar na Cidade de Deus, ser nascido e criado lá, faz com que enxergue as coisas diferente. Não consigo ver como bandido quem brincou comigo quando era criança. Todos os meus amigos de infância estão mortos. Os que estão vivos são cadáveres ambulantes. Tive uma infância padrão para quem nasce em comunidade. Estudar até onde der. Conciliar estudo e trabalho. Uma hora tem que optar porque fica muito difícil. Na favela tem o que chamo de sonhos adiados. Descobri que o tráfico, de forma trágica, dá respeito, visibilidade. Andar com uma arma na favela impõe respeito. Todo mundo quer ser visível. Encontrei a música, mas ela não é o único caminho. É um dos caminhos. Não tem o mesmo caminho para todos. Procurei retratar isso nas músicas. Quando criamos a CUFA, tivemos a oportunidade de praticar o discurso. O projeto todo pratica. Conversar com as pessoas, mostrar a realidade. Não só cantar. Falo e brigo por interesses de outras pessoas. Porque, geralmente, as pessoas que ficam famosas e têm espaço na mídia acham difícil defender. Nós vamos continuar fazendo o que já fazemos há muito tempo, a inclusão da comunidade através da CUFA. Trazendo os problemas para discussão.

CM - Qual a conclusão que tiveram dessa experiência?
MB - Não é caso de polícia, de Justiça. É caso de educação, cultura, oportunidade, igualdade. Nas viagens dos shows tive a sensação de que havia mais de dois brasis. E nós estávamos lidando com os mais descuidados. A realidade do Rio é compartilhada no Brasil inteiro. Quando fiz um show em Minas Gerais, teve um tiroteio com três mortos. Dois de uma comunidade e um de outra. O jornal sequer noticiou. Mas os jornais noticiam um tiroteio em Ipanema sem nenhum ferido. Esse projeto é uma oportunidade de mostrar a vida sendo banalizada. Vimos em todas as nossas cidades os meninos encontrando no tráfico de drogas o caminho para sobreviver. Isso está acontecendo com garotos das periferias de cidades como Porto Alegre e Curitiba.

CM - Como mudar essa realidade?
MB - Não devemos responsabilizar governos. Não é algo de agora, não é culpa do governo atual. Mas essa é a oportunidade para brecar. Acabar é impossível. Nem os EUA conseguiram. Temos que combater a falta de educação, de saúde, de cultura, de conhecimento, de oportunidade. Esse é o momento de todos fazerem uma reflexão para saber onde está indo o Brasil. Se eu fosse o general de um grande exército faria uma grande invasão nas favelas do Brasil. Mas não da forma tradicional. Eu invadiria com as armas da saúde, da educação, da cultura, do conhecimento, da oportunidade, da visibilidade, do desenvolvimento. Essa experiência me mostrou que essas são as armas para combater melhor a violência.

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