A festa Zoeira Hip-Hop, que fez história no Rio de Janeiro, quando era realizada na Lapa com MCs, DJs, vídeos e muito bilhar, estreou em São Paulo em grande estilo. A festa foi no último sábado (04/03), no Studio SP, dentro do Projeto Seleta Coletiva do Selo Instituto. Ao que tudo indica, a festa acontecerá uma vez por mês, tanto em São Paulo, quanto no Rio, sempre com atrações diferentes.
A estréia em São Paulo teve show de Slim Rimografia, lançando o vinil “Introspectivo”, além dos DJs Zinco, Will e Kl Jay de São Paulo e a DJ Typá representando o Rio de Janeiro e também as mulheres. Apesar da chuva que castigava a cidade, o público compareceu em peso e lotou a casa para presenciar a 1ª grande festa de Hip-Hop do ano em São Paulo que, diga-se de passagem, está carente de festas para o público que realmente admira e leva a sério a Cultura. Na fila, que era grande lá fora, já dava pra ver que a festa ia ser diferente, pois encontrei muita gente que dificilmente vai as pseudofestas de Hip-Hop que acontecem no meio da semana. O preço era mais do que justo - pagar R$ 10,00 para ver um bom show, bons DJs, encontrar e reencontrar amigos é muito pouco.
A Zoeira SP começou com a DJ carioca Typá, não a vi tocar, mas de acordo com o DJ Zinco eu ia gostar, pois ela tocou bastante Rap brasileiro e falando no DJ residente da festa e no nosso Rap cheguei exatamente na hora em que ele tocou a música “Chegai”, do grupo Pentágono, que acaba de lançar algumas faixas do seu 1º álbum em vinil.
Daí pra frente o DJ mandou ver misturando clássicos da “era de ouro”, como “Oh my god” do A Tribe Called Quest, “Real Hip-Hop” do Das EFX e “Shimmy, Shimmy ya” do Old Dirty Bastard com músicas mais recentes do Jurassic Five, Beatnuts, Afu-Ra, entre outros.
Em seguida o ponto alto da festa com o show do Slim, que já na abertura mostrou muita disposição e levantou o público, junto com DJ William, Thiago Beat Box e MC Leco. Slim apresentou músicas inéditas e também todas as músicas do seu 1º vinil, só faltando a faixa “Zumbi”, que tem a participação dos MCs Rael e Emissário do Pentágono, que não puderam comparecer.
Além das suas músicas, Slim, juntamente com Leco, interpretou a música “Nomes de menina” do MC Pepeu, logo depois de apresentar uma música inédita onde faz um resumo da história da Cultura Hip-Hop, sinceramente foi de arrepiar!
Slim deixou o palco e as boas vibrações continuaram com pai e filho discotecando, é isso mesmo, DJ Will e Kl Jay, que abriu o seu set com a capela da música "Voz ativa" do Racionais com outro instrumental. Daí em diante pai e filho se revezaram em toca-discos diferentes, mas cada um tocando uma música.
Foi assim até quase 5 da manhã, quando tive que ir embora muito satisfeito, mas ainda quando estava indo pra a saída, pude ouvir um som do grupo Da Youngstas, um do Digital Underground (Wassup the love, o 1º registro fonográfico que 2 Pac participou) e um do Black Moon, não sei se foi o pai ou o filho que tocou, mas quase voltei pra curtir mais um pouco.
Se a Zoeira SP realmente acontecer uma vez por mês, tem tudo para fazer história por aqui e ser, ao lado da festa “Sintonia” e da “Central Acústica”, a mais original e autêntica da cidade. Entendam, que o que dá originalidade e autenticidade a uma festa de Hip-Hop, não são apenas os DJs e a música, mas também o público presente que é fundamental.
Portanto, não adianta ter os melhores DJs, se o público presente não sabe apreciar as suas técnicas ou sequer conhece as músicas que eles estão tocando. No último sábado vi o público vibrar a cada música que era virada pelos DJs, como se um gol fosse marcado. Parabéns a todos os envolvidos e vamos continuar valorizando o que vem sendo feito para o crescimento da Cultura Hip-Hop.
Fonte: Por: Gil; Bocada Forte
Fotos: Elza Cohen
Em entrevista à MTV americana, 50 Cent disse que tinha planos de colocar o trabalho no mercado na metade do ano, mas o "chefe" disse que ele deve esperar mais um pouco (o último disco do rapper, The Massacre, foi lançado em 2005). 50 Cent diz que provavelmente vai regravar todo o disco, pois se não lançar as músicas logo, elas ficarão datadas.
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A rapper Lil’ Kim mandou uma carta para a modelo Tyra Banks, contando sobre sua experiência na prisão.
Ela foi sentenciada a um ano (e um dia) no Centro Federal de detenção da Filadélfia, depois de ter sido declarada culpada por mentir no tribunal sobre um tiro disparado em Nova York.
A top leu a carta durante seu programa de televisão:
- Não importa quão boa eu seja aqui, esse lugar não é para nenhuma mulher estar. Para ninguém. Temos momentos estressantes, é enlouquecedor, muito deprimente, especialmente perto das festas.
A rapper conta, ainda, que suas companheiras de cela são legais, mas estar longe da família e das pessoas queridas é a pior parte de estar presa.
Além de enfrentar os dias na cadeia, Kimberly Jones (Lil’ Kim) teve problemas de saúde pelo vazamento dos implantes de silicone dos seios. Ainda não foi decidido pelos oficiais se ela sairá do hospital para tratamento.
As informações são do EntertainmentWise.
Fonte: Real Hip Hop
"Pense numa rádio com liberdade de escolha. Provavelmente ela não aceita Jabá!
O Jabá é o pagamento feito pelas gravadoras para que toquem somente as músicas determinadas. Quem não paga, não toca. O pagamento define que tipo de música, qual artista ou grupo irá tocar naquela rádio ou aparecer naquele programa de TV. Ou seja, você até acha que escolheu o sucesso do mês, mas é bem possível que uma grande gravadora tenha escolhido por você.
“Ah, então é por isso que aquela banda legal não toca na rádio...”
Para construir meios de comunicação acessíveis a todos os artistas e músicos – sejam independentes, alternativos ou consagrados, é necessário acabar esse pedágio. O caminho mais próximo hoje é a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de Lei 1048/2003 que torna crime a prática da aceitação de dinheiro por música, e pune os que aceitarem com detenção e multa.
Liberdade de escolha e diversidade garantidas! Mobilize"
É só mandar mensagem para movimentopelofimdojaba@gmail.com com nome completo, profissão e número do documento (rg, cpf ou ordem dos músicos). Precisamos de assinaturas para aprovar a lei do deputado Fernando Ferro.
Vamos colaborar!
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