The Fugees faz primeiro show nos EUA em 10 anos

 LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - The Fugees, um dos grupos de rap mais enigmáticos dos anos 1990, trouxe uma atraente mistura de rap de rua, influências do Terceiro Mundo e sensibilidade pop que ajudou o gênero a obter aceitação da classe média norte-americana.

Em meio a relatos de rivalidades durante o peso do sucesso, o grupo fez um intervalo em 1997. A desculpa oficial foi o nascimento do primeiro filho de Lauryn Hill, integrante do grupo.

Hill conseguiu deslanchar com "The Miseducation of Lauryn Hill", em 1998, que ganhou vários Grammys, enquanto Wyclef Jean e Pras Michel tiveram um sucesso modesto com suas empreitadas individuais.

Surgiram vários rumores sobre se os Fugees voltariam a se reunir, mas o cenário parecia sombrio conforme os anos passavam.

Embora o grupo tenha oficialmente se reunido no BET Awards de 2005, em Los Angeles, e depois tenha feito vários shows na Europa, a apresentação do grupo na segunda-feira, em Hollywood, foi seu primeiro concerto em território norte-americano em 10 anos.

A promoção de uma rádio deu 8 mil ingressos de prêmio para o show que aconteceu no cruzamento da Hollywood Boulevard e da Vine Street.

Wyclef abriu o show com um rap de 10 minutos, que incluiu várias frases em francês e espanhol. Hill, de jaqueta de couro, e Pras, com um casaco na cor pêssego, subiram ao palco.

Apoiados por uma banda potente, os Fugees se lançaram no show, abandonando-se ao som de ondas de rock e batidas hardcore.

"Zealot" foi seguida por "Ready or Not", "Fu-Gee-La" e o novo single do grupo, "Take It Easy". Uma apresentação da canção pop espanhola "Guantanamera" e de "Ghetto Superstar" prepararam o público para o maior sucesso do grupo: "Killing Me Softly". A noite foi de Wyclef. Embora Hill seja o integrante mais amado do grupo, foi a energia de Wyclef que governou o show.

Por Gary Jackson - AOL

Polícia de NY acha que Busta Rhymes testemunhou morte

 
  
 
A polícia de Nova York acredita que o músico Busta Rhymes estava ao lado do guarda-costas que foi baleado na madrugada de segunda-feira durante as gravações de um videoclipe do cantor.

Os policiais querem falar pela segunda vez com o artista para tentar achar os responsáveis pela morte de Israel Ramirez, 29 anos, que morreu baleado por apenas um tiro de fuzil AK-47 na porta do Kiss the Cactus Production Studios, no Brooklyn. A vítima teria caído aos pés de Rhymes, segundo a polícia.

Outros nomes famosos do rap - como DMX, Mary J. Blige, Missy Elliot e 50 Cent - também estariam dentro do estúdio na hora do assassinato. O videoclipe em questão é Touch It (The Remix).

Linda..Poderosa..Vitaminada!!



Garota pobre do Bronx, criada pela mãe, sobrevive na selva urbana, vira cantora, faz sucesso, envolve-se com o homem errado, tem problemas de alcoolismo, é considerada acabada, dá a volta por cima, encontra o verdadeiro amor e se torna a maior vendedora de discos dos Estados Unidos.
Aos 35 anos, Mary J. Blige está vivendo o capítulo mais feliz de sua carreira, iniciada em 1989, quando foi descoberta pelo produtor Andre Harrel em um conjunto habitacional em Nova York. Lançado um pouco antes do Natal, seu sétimo disco, 'The breakthrough', já vendeu mais de um milhão de cópias. Algo que nem ela esperava, já que seu disco anterior, o irregular 'Love & life', não foi bem nas bilheterias.

¿ Ainda estou tentando entender o que aconteceu. Acho que foi uma benção. Não sei ainda o que foi, mas pode ter certeza que tive um Natal maravilhoso (risos) ¿ conta. ¿ Íamos lançar uma compilação, era o que todo o mundo estava esperando. Talvez tenha sido isso: a surpresa de aparecer um disco de músicas inéditas.

Talvez tenha sido o fato de ser um disco de excelentes músicas inéditas, com a marca registrada de Mary J. Blige: soul com bases modernas e letras que tocam a alma feminina, falando de seus problemas, angústias, dores e alegrias.
Belo exemplo desse mix de emoções é a sensualidade dramática de 'Good woman down'
('Quando via meu pai bater em minha mãe/Dizia que isso nunca iria acontecer comigo/Ninguém vai botar uma boa mulher para baixo').
A música soa como um parente distante de outro hino feminista, ¿Respect¿, de Aretha Franklin, gravada nos anos 60.
¿ Não sou a única mulher a ter problemas. Sempre serei realística. Se minha vida está boa, está boa. Se a minha vida está ruim, está ruim. Não vou esconder isso na minha música. Não exagero nada. Sou honesta. O que aprendi é que há muitas mulheres querendo dizer o que está em minhas letras, mas não o fazem porque são oprimidas pelos seus homens ou pelo mundo que as cerca. Por isso, elas cantam junto nos meus shows e falam comigo na rua.
Se é assim, não seria uma boa idéia pensar em um programa de televisão, no melhor estilo Oprah, para bater um papo e ouvir o que têm a dizer as 'sisters'?
¿ Já pensei nisso, mas não estou pronta para aconselhar ninguém ¿ garante Mary. ¿ Imagina. Só agora estou dando um jeito na minha própria vida. Mas, no futuro, quem sabe? Por enquanto, vou me comunicando com elas através de minhas letras.

O desafio de viver Nina Simone no cinema

No futuro bem próximo, Mary vai encarar um outro desafio: viver a diva do jazz Nina Simone nas telas. Isso sem ter nenhuma experiência como atriz. Pronta para a ação?
¿ Não diria que estou com medo, mas não posso negar que estou nervosa ¿ confessa ela. ¿ Além de uma cantora fabulosa, Nina Simone era uma pessoa forte, politizada, que lutava pelos seus direitos e não abaixava a cabeça para ninguém.
Para quebrar o gelo enquanto o filme não começa a ser rodado, Mary fez um dueto com Nina no novo disco. É a arrepiante ¿About you¿, que reproduz um trecho de ¿Feeling good¿, que Eunice Kathleen Waymon (o verdadeiro nome de Nina Simone) gravou em 1965 (ela morreu em 2003).
¿ A idéia foi do produtor dessa música, will.i.am (do grupo Black Eyed Peas) . Ele trouxe esse sample e sugeriu gravá-lo. De início, fiquei receosa, mas acabei aceitando o desafio. Foi como se fosse um teste para o filme. Mas procurei ser respeitosa.
Outro dueto do disco, só que real e imediato, é o que envolve Mary e Bono Vox, do U2, na pálida regravação de ¿One¿, do grupo irlandês. Parceria que deve se repetir ao vivo, hoje, na cerimônia de entrega do Grammy, em Los Angeles.
¿ Inicialmente, eu tinha pensado em regravar ¿With or without you¿ ¿ conta ela. ¿ Mas cantamos ¿One¿ juntos num show em benefício das vítimas do furacão Katrina e ficou tão bom que resolvemos gravar a música em estúdio e botá-la no disco.
Atuante não apenas no meio feminino, Mary faz campanhas contra a Aids, participa de projetos em prol de educação para crianças de baixa renda e lutou para que os americanos não fugissem das urnas nas eleições que firmaram George W. Bush no poder. Se ela ficou feliz com o resultado do pleito, isso já é uma outra história.
¿ Não fiquei nem um pouco feliz com a reeleição de George W. Bush. E obviamente não fui a única.

'Superei meus erros e cansei de ser mandada'

Além de will.i.am, Mary trabalhou com diversos produtores em 'The breakthrough', entre eles Dr Dre, Jay-Z e Jam & Lewis. A elite do hip hop e da soul music, gigantes da indústria, todos, é claro, obedecendo as ordens da patroa.
¿ Realmente, tive a sorte de contar com vários produtores no novo disco, mas todos eles trabalharam comigo ao lado. Nenhum deles decidiu nada por mim. Eu cansei de ser mandada.
De repente, entra um boi na linha. É um assessor da gravadora americana, gastando seu inglês para avisar que o tempo da entrevista com Mary acabou. Ela o ignora.
¿ Quando canto que ninguém pode botar uma boa mulher para baixo, quero lembrar que isso aconteceu muitas vezes comigo. Mais vezes do que eu queria. Diziam que estava acabada blábláblá, muitas vezes por minha própria culpa. Mas tentei superar tudo, inclusive os meus erros. Não me importo mais com o que dizem de mim. Hoje sei que posso mover uma montanha.

A razão dos seus superpoderes?
¿ É que estou feliz, muito feliz.

Fte: O GLobo/C.Albuquerque
Lauryn Hill diz que não é louca
Lauryn Hill aproveitou o primeiro show completo do Fuggees nos Estados Unidos em quase dez anos para falar sobre os rumores de que ela ficou "louca".

A cantora passou a ter um comportamento pouco comum depois do sucesso do disco The Miseducation of Lauryn Hill, de 1998, cancelando shows e fazendo declarações polêmicas.

"Não sou louca", disse a cantora durante o show que o grupo fez em Los Angeles, esta semana. "Sou super esperta, não posso ser comprada ou chantageada. Não sou uma máquina e só ofereço a verdade às pessoas. Se isso significa ser louca, então eu sou!"

O Fugees está preparando um novo disco, o primeiro desde The Score, de 1996.

 
  
 

 

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